05 Julho 2009

Nos EUA, o mercado online quer se autorregulamentar

Nos EUA, a preocupação com a privacidade dos usuários e a proteção das crianças na internet caminha no sentido de uma proposta feita por entidades que representam agências, anunciantes e o setor de publicidade online. A matéria abaixo é da Reuters.

Anunciantes online estão propondo uma mistura de educação ao consumidor, revelação sobre que informações estão sendo coletadas e proteções especiais para crianças e para informações sensíveis, em um esforço por evitar a adoção de leis mais duras.

Quatro importantes organizações setoriais de publicidade - American Association of Advertising Agencies, Association of National Advertisers, Direct Marketing Association e Interactive Advertising Bureau - delinearam seus "princípios de autorregulamentação".

Há muitas críticas no sentido de que informações excessivas estão sendo recolhidas sobre os usuários de Internet, e que esses dados estão sendo distribuídos de maneira ampla demais e armazenados por tempo demais.

Os princípios exigem que os anunciantes online escolham um símbolo que seria usado por todos os sites para encaminhar os usuários a uma página na internet na qual poderiam descobrir que informações estão sendo recolhidas sobre eles, e possivelmente optar para que isso não aconteça.

"As pessoas poderão determinar que informações não sejam recolhidas sobre elas para fins de publicidade comportamental online", disse o advogado Stuart Ingis, sócio do escritório Venable, que trabalhou para definir os princípios.

Informações sobre crianças e de natureza sensível sobre todos os usuários de computadores estarão sujeitas a padrões mais severos.

Não será autorizado recolher informações sobre "crianças que eles (os anunciantes) saibam menores de 13 anos, ou em sites dirigidos a crianças com menos de 13 anos, para fins de publicidade comportamental", afirmou o grupo em sua proposta de regulamentação.

As normas requerem "consentimento para que sejam recolhidos números de contas financeiras, números de previdência social, receitas farmacêuticas ou fichas médicas de um indivíduo específico para fins de publicidade comportamental online".

Aplicativo de iPhone para crianças

A dica está no Facebook dada pelo Michael Lent que de vez em quando sugere aplicativos de iPhone para crianças. Custa USD 0,99.

30 Junho 2009

45% dos adolescentes americanos sao heavy users de internet

45% dos adolescentes usuários de internet nos EUA sao heavy users, segundo a pesquisa Teen Advertising Study da Fuse Marketing e da University of Massachusetts Amherst. Os adolescentes são também usuários ativos - 90% usam email, 83% assistem video na web e 72% participam de redes sociais. O estudo avaliou também a aceitaçao da publicidade entre esse público de acordo com o meio - o patrocínio de eventos tem o maior grau de aceitaçao, 4,3 numa escala de 1 a 5; as mensagens de texto no celular sao o formato com menor aceitaçao, 2,4. Veja o quadro abaixo com todos o meios. Via eMarketer.

26 Junho 2009

Ensinando jornalismo a crianças e adolescentes

Jornalismo para crianças e adolescentes é a proposta do Junioroom, um projeto do International Media Training Centre sediado em Praga, na Republica Tcheca. É um acampamento de verao (em agosto) para garotos e garotas de 10 a 16 anos com a proposta de ensinar jornalismo em uma redaçao moderna - integrando video, audio e impresso. Eles aprendem a redigir, editar textos, manter um site, realizar entrevistas em video e também fotografia digital. Os participantes têm que ser fluentes em inglês. O programa é ligado ao projeto de desenvolvimento de leitores jovens da WAN - World Association of Newspapers, e do World Editors Forum.

Pesquisadoras dizem que filmes das Princesas exaltam heterossexualismo

Os filmes da Disney estrelados pelas Princesas exaltam o heterossexualismo, dizem duas sociólogas da University of Michigan, Karin Martin e Emily Kazyak, em um ensaio publicado na revista Gender & Society. Elas apontam o clima de magia e a maneira como os filmes mostram como "especial" o relacionamento entre os protagonistas, figuras de sexos opostos. "Personagens apaixonados sao envolvidos por música, flores, velas, magia, fogo, baloes, vestidos bonitos, meia luz, danças e jantares requintados" - descrevem as duas pesquisadoras. E mais - "Vaga-lumes, borboletas, por do sol, vento e a natureza em sua beleza e força frequentemente formam o cenário e sao uma ligaçao com a naturalidade do amor romântico e hetero". A análise que as duas fazem dos filme indica ainda que a heterossexualidade é construida atraves da exibiçao das mulheres como ultra-femininas e dos homens ultra-masculinos. E os brinquedos e outros produtos licenciados reforçam essas imagens.

>> Em defesa da Disney é preciso dizer que os filmes são inspirados em contos de fadas que já trazem em si mesmos a força dos arquétipos do feminino e do masculino, a idéia da superação de adversidades, o bem contra o mal. Mas é verdade que os clássicos Disney são produto do romantismo água com açucar de Hollywood (Cinderela é de 1950). E também são vitimas da simplificação que a Disney impôs às histórias ao fazer a adaptação. E quando as heroínas dos contos de fadas deixaram de ser apenas personagens e se tornaram as 'Princesas', envolvidas por todo um marketing consumista, elas reforçaram o 'rosa vs azul' - o feminino ligado à fragilidade e passividade e o masculino à força e à açao. E no mundo real as coisas não são assim.

24 Junho 2009

Personagens infantis na campanha do Conar

O Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, está lançando campanha para falar com o mercado publicitário e a sociedade em geral - quer marcar sua posição como órgão que coibe a propaganda enganosa e abusiva. Dois anúncios exibem personagens para crianças - Pinóquio, quando trata de "publicidade mentirosa", e um coelho de pelúcia, quanto trata de publicidade de bebida alcóolica + personagens infantis.

21 Junho 2009

Sim, os professores estão interessados em usar tecnologia para ensinar

A revista Nova Escola, dirigida a professores, saiu com matéria de capa sobre 'A tecnologia que ajuda a ensinar'. Aborda o uso de diferentes tecnologias no currículo escolar - internet, celular, etc. Sugere que programas ou ferramentas podem ser usados nas diversas disciplinas - Google Earth em Geografia, por exemplo. Bem interessante. O melhor - segundo a própria revista, a matéria foi feita a partir de uma pauta sugerida por 8 leitores. Ou seja, os educadores estão atentos, estão ligados, estão interessados. Talvez eles só precisem de uma ajudinha :-)