A revista do Boston Globe publicou uma matéria interessantíssima sobre crianças em idade pré-escolar e o iPhone. O título parece um convite à polêmica - 'Why an iPhone could actually be good for your 3-year-old' (Porque um iPhone pode ser positivo para seu filho de 3 anos). O texto é longo, mas logo nos primeiros parágrafos traz uma informação surpreendente - 60% dos 25 aplicativos pagos mais vendidos na seçao de educaçao da App Store são direcionados a crianças com menos de 4 anos, segundo uma pesquisa do Sesame Workshop’s Joan Ganz Cooney Center. A relação de afinidade instantânea das crianças pequenas com o iPhone ou com o iPod touch não é novidade para pais que já experimentaram distrair seus filhos entregando a eles seu celular Apple. "Como o iPhone tem o tamanho perfeito para os dedos pequenos, é operado usando ícones coloridos, tem uma tela sesível ao toque, mais intuitiva do que um mouse ou teclado, não oferece dificuldade para a criança em idade pré-escolar". O foco da matéria está nos efeitos positivos ou negativos do uso do iPhone pelas crianças pequenas - tema de apelo no momento, depois da notícia de que a Disney vai reembolsar os pais que compraram e devolveram os DVDs Baby Einstein. Mas o que me interessou mesmo no texto foram os momentos em que ele olha para os hábitos e comportamento dessa geração de 'mobile kids' - eles são "nativos no mundo wireless enquanto nós somos refugiados". E a matéria segue - "A fluência deles com a tecnologia e a expectativa de acesso instantâneo a tudo vai eclipsar a de seus irmãos e primos mais velhos, as 'digital kids', acostumados ao computador de mesa ligado por cabo à internet".Veja só o que o texto propõe - uma outra geração à frente dos 'nativos digitais', uma geração mobile. E esse pessoal que hoje tem apenas 3 ou 4 anos... Há outros trechos da matéria que valem à pena ser destacados, mas vou parar por aqui para juntar à essa idéia de 'mobile kids' as coisas que percebo na minha própria experiência com uma menina de 4 anos que tem (muita) intimidade com tecnologia - ela não é apenas mobile; ela é touch (tudo para ela tem tela sensível ao toque, quando não tem ela acha que está com defeito); ela é on-demand (por que a TV passa o programa que a TV quer?). Como educar essa geração, com livros impressos? Como se comunicar com essas crianças quando elas forem adultas?




1 comments:
muito interessante o conceito de Mobile Kids. A relação com iPhone e qualquer interface digital (jogos, internet, filmes 3D) já faz parte da realidade e do dia a dia deles.
Acompanho o crescimento dos meus filhos com os olhos de quem trabalha com comunicação e vejo a dificuldade que algumas marcas tem em entende-los e desenvolver um relacionamento mais profundo.
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